Evite bloquear a necessidade de libertar o que sente II
Por Nuno Esteves
Bem-vindos á segunda parte da nossa partilha.
Opinião externa
Ao longo do nosso amadurecimento, criamos o conceito de que somos uma determinada personagem. O modo de como nos olham e esperam que sejamos, é algo construído ao longo de muitas atitudes e escolhas pessoais. Somos seres sociais e como tal, temos a necessidade de sermos aceites e reconhecidos em valor e importância. A opinião externa, tem um papel forte nas nossas escolhas e no modo de como nos colocamos em cada situação ou acontecimento. O receio de não conseguirmos transmitir uma determinada perspectiva, faz com que abdiquemos de dialogar e de partilhar. Por estarmos a criar o hábito de valorizar a opinião externa e abdicar de partilhar o que existe dentro de nós, estamos a fomentar o desequilíbrio de não libertar a energia que criamos.
Neste ponto, as vivências passadas e o modo de como aconteceram, desempenham um papel fundamental. São elas a origem do bloqueio ou simplesmente da incapacidade de relativizar, tanto a opinião exterior como a interior. Nada é certo e nenhuma coisa está errada, nada é perfeito e seguramente nada existe em imperfeição.
Podemos sempre ver o lado positivo e prático de algo em concreto (positivo ou negativo). Através da relativização, temos a possibilidade de observar tudo e não apenas o ponto que nos chama mais a atenção/preocupação.
De que maneira valoriza a vossa opinião, necessidade de libertação, perante o gozo, desprezo, raiva, desdém?
De que maneira lida com a suposta incapacidade de passar uma mensagem?
De que maneira vive com a possibilidade de estar errada(o)?
De que maneira deduz que a opinião externa a(o) irá criticar e julgar no insucesso?
As opiniões externas são fundamentais no nosso desenvolvimento pessoal. São elas a criar a consciência global e que nos permitirá colocar em “discussão” saudável os nossos pontos de vistas. Claro que existindo duas possibilidades de resposta, será sensato esperar, que nem sempre estaremos correctos. Este será o maior “risco” que iremos correr. Até que ponto o que sentimos estar correcto, será aceite e compreendido pelos que nos rodeiam. Neste dilema interior, o hábito criado irá “falar” mais alto e direccionar-nos para uma determinada escolha. Ela será o símbolo de tudo o que somos e designará o reflexo que enviamos para o exterior.
Auto-conhecimento
Fundamental. Essencial. Sensato. Escolho começar este ponto com três palavras e convido a memorizarem-nas, neste momento em que iremos entrar na nossa essência. O auto-conhecimento desempenha um elo com a tranquilidade e equilíbrio físico, mental, emocional e celular. Será ele a fomentar a capacidade de escuta, observação e compreensão. Através dele, iremos conseguir atingir o bem-estar de relaxarmos, mesmo perante a opinião divergente e castradora de toda a criatividade.
O auto-conhecimento é algo criado no hábito diário.
Mimar este conhecimento fará com que tudo adquira um contexto mais calmo e tranquilo. A percepção torna-se mais ampla e fluida, ganhando a perspectiva do que somos interior e externamente. Pelo contrário, podemos minar esse conhecimento, através de
Ao adquirirmos o hábito de estudarmos o que somos por dentro, estaremos a preparar-nos para um qualquer impacto exterior. O nosso mapa emocional tem sido escrito ao longo de muitos anos. A vida é assim e dessa forma nos coloca a escolha de como crescer. Mais positivos e conscientes dos nossos limites, ficaremos mais aptos para encarar a consequente evolução.
Desrespeito com o nosso interior
Muitas vezes, escolhemos não ligar aos pontos que merecem atenção e por isso, não tomamos consciência das nossas necessidades de aprendizagem. Consciente ou inconscientemente, o hábito é assimilado por cada célula e a consequência acontecerá mediante o respeito do nosso equilíbrio interno.
Nada acontece ou existe por acaso.
O desequilíbrio não aparece por acaso. A instabilidade aparece num momento de evolução específica. Ambos são necessários para que consigamos ter e sentir a necessidade de crescer. São o somatório de muitas decisões e escolhas tomadas durante um período de tempo. Ao ser alcançado o objectivo de uma etapa, de uma maneira natural seremos direccionados para o seu final e ao mesmo tempo, estaremos a abraçar uma nova etapa. Esta transição processa-se de uma forma imperceptível, pelo facto de não nos conhecermos e bloquearmos o foco do auto-conhecimento.
Ao escolhermos não dar atenção, iremos fomentar a noção de vazio e seremos orientados para a procura da resposta no exterior. Este reflexo fará com que tudo o que nos rodeia ganhe uma importância excessiva. Um dos riscos com que nos deparamos, ao estarmos nesta posição, é deixar de ter opinião própria.
Este reflexo interno, que significa a procura do retorno á estabilidade, irá criar um círculo energético. Será sensato tomar em conta o que poderá acontecer assim que começamos este desvio ou reencontro pessoal. A vontade de encontrar a resposta, transformará todo a nossa consciência e atitude. Quanto mais procurarmos, corremos o risco de estar simplesmente a fugir do que devemos apreender. Nada é certo e por isso, a sensatez, perspicácia e perseverança são pontos a memorizar e valorizar.
O que sentimos no dia-a-dia?
Pelos acontecimentos diversos e situações constantes, inconscientemente, afastamo-nos desta verdade e caminha-mos para um ponto cinzento. Nele, sentimos que algo está mal, que nos retira o bem-estar e vontade de sorrir. Mesmo assim, envoltos na obrigação de sermos aquilo que foi criado, continuamos um determinado caminho.
Pergunta pertinente, que nos leva à reflexão de muita coisa. Este será o ponto que nos levará á ultima parte da nossa partilha.
Abraço forte e demorado, neste momento de reflexão, estendo a minha mão e verbalizo: somos capazes de viver em consciência e com um sorriso lindo e maravilhoso.
Até breve, é um privilégio escrever para a nossa leitura.
Nuno Esteves
Consultor de Bem Estar
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